Economia circular é um conceito multidisciplinar e interdisciplinar em construção. O termo é muito atribuído às práticas produtivas industriais de circularidade de materiais (como o aproveitamento total de recursos que, usados em sua potencialidade total, elimina o descarte de resíduos e deixa de explorar insustentavelmente a matriz de insumos), entretanto, o conceito é bem mais amplo. Trata-se de uma forma de enxergar as relações e os relacionamentos entre as pessoas, o meio, os processos e a produção de maneira sistêmica. É a noção de que vivemos num sistema único, interconectado e cíclico, no qual todos aproveitamos das benesses e/ou sofremos as consequências das nossas próprias ações, exigindo, assim, participação ativa e responsabilidades compartilhadas entre diferentes atores (empresas, autoridades, cidadãos e instituições de pesquisa) para prosperidade econômica com qualidade ambiental e equidade social sustentáveis.

A construção de uma economia circular exigirá mudanças coerentes no comportamento da sociedade (sobretudo no comportamento do consumidor), políticas governamentais e práticas comerciais. Essa transição é complexa e requer alterações simultâneas em vários subsistemas.

A lógica básica da Economia Circular é a alteração do conceito de propriedade, quejá está acontecendo dado à inovação da Economia Compartilhada e das novas formas de interação e suprimento da demanda de produtos e serviços. O conceito antigo, mas ainda vigente é binário: sou ou não sou dono de algo. Muitas grandes empresas multinacionais já viram que este modelo não cria fidelidade. A Economia Circular é uma mudança estratégica que já norteia algumas grandes empresas no mundo e terá um impacto enorme no futuro de nossa sociedade, pois a principal lógica é criar valor para os consumidores gerando utilidade, mas neste processo também alterando o conceito de propriedade para licença e serviços substituindo a venda de produtos.